Não ando mais a par do que se passa nesse mundo de martírio, e me martirizo a pensar, me perco. Vejo a casa vazia, tomo um café, estudo minhas letras, leio as histórias, tomo um café. Não pego o jornal, ignoro o governo, estudo minhas letras, leio as histórias, tomo um café. Risco papéis, componho canções, canto minhas letras, conto as histórias, tomo um café. A tarde cai, leio um bom livro, sussurro Vinícius, dedilho seu samba, sinto minhas letras, estudo as histórias, tomo um café. E a noite chega e a mesa do bar de esquina, a boemia, aquela bossinha, um violão, um pedido, dois até, rascunho uns versos, liberto meu riso, conto uns causos, falo de amor, te entrego minhas letras, te enquadro nas histórias e tomo um café. Adormeço e a madrugada já se faz dia, e vivo a rotina, estudo minhas letras, leio as histórias, tomo um café, amo você.
domingo, 9 de agosto de 2009
Cotidiano
Não ando mais a par do que se passa nesse mundo de martírio, e me martirizo a pensar, me perco. Vejo a casa vazia, tomo um café, estudo minhas letras, leio as histórias, tomo um café. Não pego o jornal, ignoro o governo, estudo minhas letras, leio as histórias, tomo um café. Risco papéis, componho canções, canto minhas letras, conto as histórias, tomo um café. A tarde cai, leio um bom livro, sussurro Vinícius, dedilho seu samba, sinto minhas letras, estudo as histórias, tomo um café. E a noite chega e a mesa do bar de esquina, a boemia, aquela bossinha, um violão, um pedido, dois até, rascunho uns versos, liberto meu riso, conto uns causos, falo de amor, te entrego minhas letras, te enquadro nas histórias e tomo um café. Adormeço e a madrugada já se faz dia, e vivo a rotina, estudo minhas letras, leio as histórias, tomo um café, amo você.
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segunda-feira, 20 de julho de 2009
Material de amor
Ao te lançar olhares, sinto a sua parte em mim, no fundo do peito, dá-me palavras à boca. Repare os meus versos. Olha pra mim, sem rima, sem jeito, sem ginga. Agora até meu tom mais desafinado fala do meu amor. Meus dedos gelados tocam no ar sua silhueta provida da minha mais delirante imaginação. Papéis se partem e são atirados nos cantos vazios. Sinto a confusão das estrofes mal acabadas. Sentimentos incapazes de serem ditos ou escritos, são apenas sentidos. Queria ‘’poetar’’ até que minhas palavras transbordassem e alcançassem seu peito. Posso te cantar, te ninar, te abraçar, até aprender a dançar. O mundo é o centro do seu universo de ritmo e se tornou dentre os meus mundos o mais importante universo. E você corre tanto que não percebe, e eu observo, de longe, de perto. Inspiro e lhe ofereço esses versos. Transcrevo-te na areia e te guardo para que não desgastes tua poeira. E te ofereço humildemente esses versos.
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terça-feira, 16 de junho de 2009
Se você disser que eu Desafino, amor
Saiba que isto Em mim provoca imensa dor
Só privilegiados tem um ouvido igual ao seu
Eu possuo apenas o que Deus me deu
Se você insiste em classificar
Meu comportamento de anti-musical
Eu mesmo mentindo devo Argumentar
Que isto é bossa nova que isto é muito natural
O que você não sabe e nem sequer pressente
É que os desafinados também têm um coração
Fotografei você na minha Roleyflex
Revelou-se a sua enorme Ingratidão
Só Não poderá falar assim do meu amor
Ele é o maior que você pode encontrar, viu
Você com A sua música esqueceu o principal
É que no peito dos Desafinados
No fundo dO peito bate calado
No peito dos desafinadoS
Também bate um coração.
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domingo, 26 de abril de 2009
Baião de três
Todos olhavam as bandeirinhas coloridas lá no alto, poucos dançavam, outros apenas observavam e ‘chacoalhavam’ o corpo devagar, assim meio sem ritmo, meio sem ginga, quase sem querer.
Ela com seu passo tímido tomou a ladeira e com o molejo mais atraente despertou olhares. Agora o vermelho picante do seu vestido rodopiava sem que fosse possível parar para acompanhar. Três deles queriam entrar na dança, um recuou, outro arriscou e o último o seguiu.
Deram-lhe uma rosa e ‘’gingaram’’ junto dela. Agora um círculo de pessoas os cercavam querendo mesmo era saber o fim da história. Esse ‘’baião de três’’ quase se fez ‘’quadrilha’’ quando um deles apegou-se por ela que teve afeto pelo outro.
A revolta do ‘’mal amado’’ o fez ferir seu adversário e depois seguiu seu rumo. A jovem que não o quis, encontrou no frevo o amor do manhoso boêmio que nem do ‘’causo’’ era sabido.
Postado por Caroline Oliveira Paes às 09:27 2 comentários
sexta-feira, 24 de abril de 2009
E pensando bem, esse lance de ‘’jogar papo fora’’ foi um tanto interessante, pois surgiram assuntos sobre cinema, falamos sobre as experiências que estávamos tendo na faculdade, sobre arte, filosofia, enfim, coisas que me fizeram refletir.
Um assunto que sempre discutimos é cinema e, até porque somos ‘’fãs’’ desses programas caseiros. No entanto temos um gosto eu diria um pouco fora do comum para não dizer ‘’estranho’’. Filmes americanos, por exemplo, existem finais mais previsíveis como ocorre nestes?! Claro que têm aqueles que nos surpreendem com uma boa história, mas sempre possuem um jeito ‘’americanizado’’ de atuar que não me agrada muito.
Um filme bom não seria apenas uma boa história, mas também, um bom enredo, uma boa atuação, um bom cenário, com um bom clímax, e algo de comovente, além de ‘’um quê’’ de sarcasmo e algumas metáforas que nos fazem pensar.
Chegar a uma locadora e vasculhar a sessão de comédia e romance americano não faz meu estilo, a não ser que seja humor negro (muito mais interessante) ou romance dramático, histórico, com algo surpreendente. Considero que ler resenhas também seja tarefa fundamental na escolha do filme. Não sou ‘’expert’’ no assunto, mas para quem ainda não teve experiências com esses estilos mais ousados de se ‘’fazer cinema’’, vale tentar. E não dispense oportunidades de ‘’jogar conversinhas ao vento’’.
Postado por Caroline Oliveira Paes às 11:22 1 comentários
Conheces História?
Já de volta, optamos por passar o dia em Recife e Olinda. E novamente com a ajuda de um guia turístico tivemos acesso as casas antigas que se 'enfeitavam' de diversas cores para que (como não possuiam números), pudessem ser identificadas.
Postado por Caroline Oliveira Paes às 10:14 0 comentários

